© Prefeitura de Ponta Grossa

                         parque estadual de vila velha

O PEVV protege as formações areníticas de grande valor cênico, das parcelas representativas dos campos nativos, das 14 furnas da região, que consistem em crateras areníticas circulares de grande diâmetro e paredes verticais de até 100 metros de profundidade, com uma lâmina de água de aproximadamente 50 metros, além Lagoa Dourada, que é considera um importante local para a reprodução de peixes como bagre e tubarana. O parque ainda contribui para preservação de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como o Lobo-guará e a Águia-cinzenta.

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DADOS BÁSICOS E DE GESTÃO

Código UNEP-WCMC

3224               

Código CNUC

0000.41.0550

Área (ha)

3803,28

Ato de Criação

Lei 1.292 de 12.10.1953 e Dec. 5.767 de 05/06/2002

Órgão Gestor

Instituto Ambiental do Paraná – IAP

Com infra-estrutura para visitação

Sim

Dotada de Plano de Manejo

Sim

Conselho Gestor

Sim

Contato

pevilavelhaadm@iap.pr.gov.br | (42) 3228-1539

Município(s)

Ponta Grossa

Bioma Predominante

Mata Atlântica

Região Fitoecológica

Campos Gerais

 Localização

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CONSERVAÇÃO

 Quantidade de espécies da fauna ameaçadas1:

35

Apesar da proximidade de grandes centros urbanos como Curitiba e Ponta Grossa, de se avizinhar a extensas zonas agropastoris e contar com intensa visitação turística, o PEVV apresenta um significativo número de animais que merecem atenção especial, inclusive com a predominância dos mamíferos sobre as aves, além de abrigar uma abelha e um réptil também ameaçados. É a mais antiga unidade estadual de conservação (criada em 1953) e uma das mais estudadas até o momento, contando com inventários de todos os vertebrados e de inúmeros grupos de invertebrados, notadamente de insetos.1

Espécies da fauna ameaçadas de extinção2

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Lista de espécies da fauna do PEVV ameaçadas e suas categorizações de conservação1
GRUPOS ESPÉCIES NOME COMUM ESTADO DE CONSERVAÇÃO
IUCN2 BR3 PR4
Mamíferos Agouti paca Paca LC5 EN
Chrysocyon brachyurus Lobo-guará NT5 VU EN
Leopardus pardalis mitis Jaguatirica LC5 VU VU
Leopardus tigrinus Gato-do-mato-pequeno VU5 VU VU
Leopardus wiedii Gato-maracajá NT5 VU VU
Myrmecophaga tridactyla Tamanduá-bandeira VU5 VU CR
Pecari tajacu Cateto LC6 VU
Puma concolor capricornensis Suçuarana LC5 VU VU
Sylvilagus brasiliensis Tapiti LC5 VU
Aves Eleothreptus anomalus Curiango-do-banhado NT7 VU
Harpyhaliaetus coronatus Águia-cinzenta EN7 VU VU
  Procnias nudicollis Araponga VU7
Invertebrados Melipona quinquefasciata Mandaçaia-do-chão CR
Répteis Ditaxodon taeniaus (desconhecido) VU

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Algumas das spp. da flora ameaçada de extinção2

Imbuia (Ocotea porosa)

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Pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia);

 Imbuia (Ocotea porosa);

Xaxim (Dicksonia sellowiana);

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Endemismo

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Notas:

1 Conforme o Livro vermelho da fauna ameaçada no estado do Paraná (MIKICH & BÉRNILS 2004).

2Algumas espécies aparecem com seu status de conservação. Tal status é definido mundialmente pela IUCN, no Brasil pelo MMA e no Paraná pelo IAP. As abreviações: EX – Extinto / EW – Extinto na natureza / CR – Em perigo crítico / EN – Em perigo / VU – Vulnerável / NT – Quase ameaçada / LC – Pouco preocupante / DD – Dados insuficientes. Os anos apresentam a data da avaliação da conservação da espécie. Na lista da flora paranense (Hatschbach & Ziller  1995) são utilizados apenas três categorias: em perigo, vulnerável e rara. A última indicando espécies cujas populações estão reduzidas mas ainda não se enquadra nas outras categorias, tendo critérios semelhantes à NT.

3  Descrição da ocorrência conforme o Livro vermelho da fauna ameaçada no estado do Paraná (MIKICH & BÉRNILS 2004) e o Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção (MACHADO et al. 2008).

4 Conforme a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN (2012). As datas de avaliação das espécies são distintas, estando indicadas em notas posteriores. A lista da IUCN avalia a espécie a nível mundial, sem restrições geopolíticas como as listas regionais.

5 Conforme o Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção (MACHADO et al. 2008).

6 Ano de avaliação da espécie: 2008

7 Ano de avaliação da espécie: 2011

8 Ano de avaliação da espécie: 2012

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Citação:

GÓES C G; LORENZO M P (2012). PE de Vila Velha. In: Unidades de Conservação do Paraná. Disponível em: <https://conservacaobrasil.wordpress.com&gt;. Acesso em: (dia/mês/ano).

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Referências Bibliográficas:

Hatschbach, G.G. & Ziller, S.R. 1995. Lista vermelha de plantas ameaçadas de extinção no Estado do Paraná. Curitiba: Secretaria de Estado do Meio Ambiente.

IUCN 2010. IUCN Red List of Threatened Species. Version 2010.4. <www.iucnredlist.org>. Downloaded on 15 May 2011.

IAP 2004. Plano de Manejo do Parque Estadual de Vila Velha. Disponível em: http://www.uc.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=67. Acesso em 29 jun. 2011

IAP 2006. Unidades de Conservação do Paraná.

IAP. Unidades de Conservação Abertas à Visitação. 2011. Disponível em: http://www.uc.pr.gov.br/arquivos/File/…Ucs/Abertas_a_visitacao_17_02_11.pdf. Acesso em: 01 ago. 2011.

Machado, A.B.M., G.M. Drumond & A.P. Paglia, (eds.). Livro vermelho da fauna brasileira ameaçada de extinção. 1ª Ed. MMA e Fundação Biodiiversitas,  Brasília/Belo Horizonte, Brasil, 2008.

Mikich, S.B. & R.S. Bérnils. Livro vermelho da fauna ameaçada no estado do Paraná. Instituto Ambiental do Paraná, Curitiba, Brasil, 2004.

MMA 2008. Ministério do Meio Ambiente. Instrução Normativa nº6, de 26 de Setembro de 2008. Disponível em: <http://www.mma.gov.br/estruturas/179/_arquivos/179_05122008033615.pdf&gt;. Acesso em: 29 jun. 2011.

MMA/CNUC 2011. Ministério do Meio Ambiente. Secretaria de Biodiversidade e Florestas. Ano Internacional da Biodiversidade. Cadastro Nacional de Unidades de Conservação. Relatório. Disponível em:<http://sistemas.mma.gov.br/cnuc/index.php?ido=relatorioparametrizado.exibeFormularioPortal&gt;. Acesso em: 10 jul. 2011.

WWF 2012. Observatório de Unidades de Conservação. Unidades de Conservação. Disponível em:< http://observatorio.wwf.org.br/unidades/&gt;. Acesso em: 14 set. 2012.

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Sobre Gustavo Góes

Amante da natureza, Gustavo é Analista Ambiental e atua com pesquisa e conservação da biodiversidade e educação ambiental. É diretor da ONG Meio Ambiente Equilibrado (ONG MAE), conselheiro do Meio Ambiente de Londrina-PR e atualmente desenvolve estudos sobre ecologia alimentar e espacial da anta em região fragmentada da Mata Atlântica, vinculado ao Programa de Pós Graduação em Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Londrina.

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